sexta-feira, 7 de abril de 2017

TASSO DA SILVEIRA - 6 anos após o massacre de Realengo

O documentário abaixo foi realizado por mim, Amanda, e pela minha amiga de faculdade Marineuma dos Santos e apresenta dois momentos que nunca mais sairão das mentes dos moradores do bairro de Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, e de toda a população brasileira que ainda não esqueceu o massacre de Realengo, como ficou conhecido. A primeira parte apresenta cenas do dia da tragédia e a segunda, intitulada 'e agora?', apresenta as mães das vítimas de Wellington de Oliveira, alvejado no ataque. Elas relatam como tem sido viver após a barbárie, falam dos saudosos filhos e o que tem sido feito atualmente para combater essa infeliz realidade, a da violência nas escolas.


Adriana Silveira, a presidente da Associação dos familiares e amigos Anjos de Realengo (formada por pais e mães que perderam seus filhos no massacre), é mãe de uma das vítimas da chacina, a estudante Luíza Paula,  e realizou um ato hoje pela manhã em frente a escola Tasso da Silveira, seguido de abraço coletivo na instituição como pedido paz e o fim da violência que tirou a vida da sua filha e fez outras, como a menina Maria Eduarda. Para ela, a segurança nas escolas segue insuficiente e afirma publicamente que nada mudou nesses 6 anos:

"É uma dor sem fim e vou reaprendendo a viver. Mas é muito triste saber que depois de uma tragédia tão horrível como aquela, as nossas crianças continuam morrendo. A Maria Eduarda também morreu dentro de uma escola. As nossas escolas que continuam, sem segurança. Lugar de criança é dentro da escolas e as nossas crianças vão para as escolas para serem agredidas."

No ato, o sargento Márcio Alves conhecido como 'herói de Realengo', o policial que conseguiu alvejar o criminoso, o que impediu que mais mortes acontecessem, recebeu homenagem dos presentes.

O termo Massacre de Reaalengo diz respeito a chacina ocorrida cerca de 8:30 da manhã de 07 de abril de 2011, na Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, localizado na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. O ato de crueldade foi realizado pelo ex-aluno Wellington Menezes de Oliveira, na época com 23 anos, que entrou no local pela porta da frente portando 2 revólveres. Ele começou a atirar contra os alunos presentes, atingindo fatalmente 12 adolescentes com idades entre 13 e 16 anos e deixando mais 13 feridos, sendo que perdeu o movimento das pernas, Tayane Tavares.

A motivação do ato criminoso figura incerteza, sendo que em um bilhete de suicídio Wellington, além dos depoimentos de sua irmã adotiva e de um colega próximo declaram que o atirador era uma pessoa introvertida e  que foi vítima de bullying na época em que foi aluno da instituição escolar, o que teria motivado sua conduta delituosa. De acordo com os dois depoentes, ele fazia pesquisas frequentes sobre ataques terroristas e grupos extremistas religiosos. O crime causou ampla comoção no país inteiro e também teve  grande repercussão na imprensa internacional.
  
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