sábado, 15 de abril de 2017

Uma Páscoa abençoada

A Páscoa é uma festividade religiosa que significa a ressurreição de Jesus Cristo, 3 dias após ter sido sacrificado na cruz como representação da libertação da humanidade para que alcançasse através desse ato de amor infinito, a plenitude da paz. O nome no hebraico tem o significado de passagem (Pessach) e quer dizer a libertação dos hebreus no Egito. A data corresponde a um feriado móvel, sempre celebrado no domingo, entre os dias 22 de março e 25 de abril e é considerada a principal celebração do calendário cristão.

A ressurreição de Jesus é o acontecimento central da fé cristã. Ninguém viu Jesus ressuscitar e a descoberta do túmulo aberto e vazio, as manifestações do Senhor ressuscitado são a prova de que Ele venceu a morte, e está vivo:

Então o anjo disse para as mulheres (Maria Madalena e a outra Maria): "Não tenham medo! Sei que vocês estão procurando Jesus, que foi crucificado, mas ele não está aqui; já foi ressuscitado como tinha dito. Venham ver o lugar onde ele foi posto. Agora vão depressa e digam aos discípulos dele o seguinte: "Ele foi ressuscitado e vai adiante de vocês para a Galileia. Lá vocês vão vê-lo." Era isso o que eu tinha a dizer para vocês. Mateus 28.5-7


Porém Pedro se levantou e correu para o túmulo. Abaixou-se para olhar e viu somente os lençóis de linho e nada mais. Aí voltou para casa admirado com o que havia acontecido. Lucas 24.12

Maria Madalena tinha ficado perto da entrada do túmulo, chorando. Os anjos perguntaram: -Mulher por que vocês está chorando? Ela respondeu: -Levaram embora o meu Senhor, e eu não sei onde puseram! Depois de dizer isso, ela virou para trás e viu Jesus ali de pé, mas não o reconheceu. Então Jesus perguntou: -Mulher por que você está chorando? Quem é que você está procurando? Ela pensou que era o jardineiro e por isso respondeu: -Se o senhor o tirou daqui, diga onde o colocou. -Maria, disse Jesus. -Rabôni! (Mestre) e Jesus disse: -Não me segure, pois ainda não subi ao meu Pai. Vá se encontrar com os meus irmãos e diga a eles que eu vou subir para aquele que é o meu Pai e o Pai deles, o meu Deus e o Deus deles." João 20.11;13-17 

Apesar do que muitos pensam hoje em dia, a Páscoa cristã é muito mais do que apenas comer ovos, coelhos de chocolate e caixas de bombom, ou de trocar essas guloseimas entre familiares, amigos de trabalho e do convívio social. Com o passar dos anos, o tradicional significado da comemoração do domingo de Páscoa tem perdido cada vez mais o sentido devido a humanização dessa data plenamente bíblica pela tentativa de transformá-la em mais um feriado comercial. Uma pesquisa feita nos Estados Unidos, país tradicionalmente cristão, aponta que isso é muito frequente, visto que cerca de 44% das pessoas entrevistadas, principalmente entre as mais novas na faixa de 18-27 vivem essa 'humanização' da Páscoa por terem crescido dentro dessa realidade, e/ ou também estarem afastados da verdade contida nas escrituras sagradas.

Por isso, neste domingo antes de confraternizar com nossos entes queridos e amigos, devemos realizar uma profunda reflexão sobre ao valor e a importância da Páscoa como a principal celebração do cristianismo por representar o fundamento da fé cristã. Marcado historicamente pelo amor incondicional do Nosso Salvador, que resultou na entrega total de Jesus Cristo, que foi traído, acusado injustamente, escarnecido e sacrificado com a finalidade de nos libertar para renascermos do seu amor. A ressurreição que representa a vitória da vida, restauração da alegria. E também para fazer uma autoavaliação sobre o que temos feito, e quão gratos temos sido em retribuição a esse gesto salvador.

Nós somos testemunhas de tudo o que ele fez na terra de Israel, inclusive em Jerusalém. E depois o mataram, pregando-o numa cruz. Porém Deus ressuscitou Jesus no terceiro dia e também fez com que ele aparecesse a nós. Ele não foi visto por todo o povo, mas somente por nós, que somos as testemunhas que Deus já havia escolhido. Jesus nos mandou anunciar o evangelho ao povo e testemunhar que ele foi posto por Deus como Juiz dos vivos e dos mortos. Todos os profetas falaram a respeito de Jesus, dizendo que os que creem nele recebem, por meio dele, o perdão dos pecados. Atos 10. 39-43

Amanda Levita
Estudiosa da Bíblia Sagrada
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sexta-feira, 7 de abril de 2017

TASSO DA SILVEIRA - 6 anos após o massacre de Realengo

O documentário abaixo foi realizado por mim, Amanda, e pela minha amiga de faculdade Marineuma dos Santos e apresenta dois momentos que nunca mais sairão das mentes dos moradores do bairro de Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, e de toda a população brasileira que ainda não esqueceu o massacre de Realengo, como ficou conhecido. A primeira parte apresenta cenas do dia da tragédia e a segunda, intitulada 'e agora?', apresenta as mães das vítimas de Wellington de Oliveira, alvejado no ataque. Elas relatam como tem sido viver após a barbárie, falam dos saudosos filhos e o que tem sido feito atualmente para combater essa infeliz realidade, a da violência nas escolas.


Adriana Silveira, a presidente da Associação dos familiares e amigos Anjos de Realengo (formada por pais e mães que perderam seus filhos no massacre), é mãe de uma das vítimas da chacina, a estudante Luíza Paula,  e realizou um ato hoje pela manhã em frente a escola Tasso da Silveira, seguido de abraço coletivo na instituição como pedido paz e o fim da violência que tirou a vida da sua filha e fez outras, como a menina Maria Eduarda. Para ela, a segurança nas escolas segue insuficiente e afirma publicamente que nada mudou nesses 6 anos:

"É uma dor sem fim e vou reaprendendo a viver. Mas é muito triste saber que depois de uma tragédia tão horrível como aquela, as nossas crianças continuam morrendo. A Maria Eduarda também morreu dentro de uma escola. As nossas escolas que continuam, sem segurança. Lugar de criança é dentro da escolas e as nossas crianças vão para as escolas para serem agredidas."

No ato, o sargento Márcio Alves conhecido como 'herói de Realengo', o policial que conseguiu alvejar o criminoso, o que impediu que mais mortes acontecessem, recebeu homenagem dos presentes.

O termo Massacre de Reaalengo diz respeito a chacina ocorrida cerca de 8:30 da manhã de 07 de abril de 2011, na Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, localizado na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. O ato de crueldade foi realizado pelo ex-aluno Wellington Menezes de Oliveira, na época com 23 anos, que entrou no local pela porta da frente portando 2 revólveres. Ele começou a atirar contra os alunos presentes, atingindo fatalmente 12 adolescentes com idades entre 13 e 16 anos e deixando mais 13 feridos, sendo que perdeu o movimento das pernas, Tayane Tavares.

A motivação do ato criminoso figura incerteza, sendo que em um bilhete de suicídio Wellington, além dos depoimentos de sua irmã adotiva e de um colega próximo declaram que o atirador era uma pessoa introvertida e  que foi vítima de bullying na época em que foi aluno da instituição escolar, o que teria motivado sua conduta delituosa. De acordo com os dois depoentes, ele fazia pesquisas frequentes sobre ataques terroristas e grupos extremistas religiosos. O crime causou ampla comoção no país inteiro e também teve  grande repercussão na imprensa internacional.
  
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