sábado, 17 de junho de 2017

Marcelo Crivella e o Carnaval Carioca

Esta semana, o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, do PRB, gerou um grande desconforto no mundo do samba, que movimentou as redes sociais e fora dela, após ser noticiado em diversos dos maiores veículos do país, como o site G1, Veja.com, Folha e El Pais Brasil a declaração da decisão de realizar um corte na verba destinada as escolas de samba do carnaval carioca em benefício da criação de creches. Muitos se manifestaram a favor e uma outra parcela se disse contra a polêmica decisão de Crivella, seja por serem simpatizante e gostarem de brincar os 3 dias da folia de momo ou por obter algum benefício advindo da festa. Afinal, nem tudo é apenas diversão porque o carnaval gera uma grande soma de dinheiro e oportunidades temporárias para os cidadãos residentes no estado.


Essa disputa envolve as 12 escolas de samba do grupo especial (aquelas que fazem parte da primeira divisão do carnaval carioca e que desfilam no domingo e na segunda-feira do evento) que não concordam com a decisão de Marcelo Crivella em cortar 50% dos dois milhões do dinheiro público que cada uma delas receberia e, por isso haviam ameaçado não desfilar na Marquês de Sapucaí em 2018. Segundo Crivella, uma parte desse dinheiro será destinado a ampliação do orçamento para a criação de creches da rede pública municipal que atende atualmente 15 mil  crianças carentes, e assim passaria a destinar R$20,00 diários que devem ser pagos a partir de agosto para cada uma destas, o dobro dos atuais R$10,00. Lembrando que no início do ano, o prefeito já havia causado um mal-estar entre os frequentadores do mundo do samba ao decidir não ir a cerimônia de entrega da chave da cidade ao Rei Momo. 

Essa rechonchuda figura carnavalesca foi inspirada em um personagem da antiguidade clássica. Na mitologia grega, Momo era o deus do sarcasmo e do delírio que usando um gorro com guizos e segurando em uma mão uma máscara e em outra uma boneca, vivia rindo e tirando sarro dos outros deuses. Com esse jeito esculachado, acabou sendo expulso do Olímpo, a morada dos deuses. Antes da era cristã, gregos e romanos, incorporaram essa figura mitológica a algumas de suas comemorações, principalmente as que envolviam sexo e bebida. Na Grécia, os primeiros Reis Momos que se tem notícia desfilavam em festas de orgia por volta dos séculos 5 e 4 a. C. (fonte Mundo Estranho). E qualquer semelhança com o carnaval não é mera coincidência.

Como justificativa a decisão de alocar as verbas às creches do município, o prefeito Marcelo Crivella fez a seguinte declaração: "O carnaval é muito mais do que carros alegóricos. Vivemos restrições orçamentárias. É uma questão para refletir se vamos usar esses recursos para uma festa de 3 dias ou durante os 365 dias do ano."

Por meio de nota enviada aos veículos da imprensa, a Secretaria de Turismo do Rio, Riotur, responsável pelos desfiles das escolas de samba, se posicionou sensatamente ao informar que o corte de verba não é motivo para gerar toda essa polêmica e afirmou que o carnaval do ano que vem está garantido alegando que diante da atual crise torna-se indispensável remanejar a verba para priorizar o essencial como a alimentação e a educação das crianças nas creches. A Liga independente das escolas de samba, Liesa, já havia ameaçado não desfilar no carnaval 2018 justificando que o corte de verba tornaria o desfile inviável.

No início das comemorações de abertura do carnaval deste ano, Crivella se posicionou contrário a margem de interpretação da tradição como se gerasse o sentido de obrigação e a isso ele fez o seguinte anúncio: "Eu acho que no Rio de Janeiro, nós temos cada um, que respeitar as pessoas. Cada um no Rio de Janeiro não deve ser obrigado a fazer nada. Eu acho que tem uma agenda do prefeito que deve ser cumprida, e que não necessariamente é a agenda da imprensa. É isso que nós temos que fazer."

De acordo com a prefeitura, mesmo com os cortes já anunciados, o carnaval do Rio de Janeiro irá receber investimentos em 2018, tais como por exemplo: a realização de obras na Avenida Marquês de Sapucaí para melhoria da condições de infraestrutura oferecidas as escolas que incluí os sistemas de som e luz, além de telões por toda a passarela.

Muitos se posicionaram contra a polêmica declaração e se dizem revoltados com a decisão do prefeito de mexer no carnaval e ainda afirmam que esta não seria a solução para o problema da verba. Uma das conhecidas opositoras é a autora de novelas Glória Perez, que conforme lamentou à Veja.com, o carnaval trás dinheiro para a cidade e gera empregos. Ela também retuíta mensagens de seguidores que fazem alusão a tais justificativas.

Na quinta-feira, 15, secretário municipal de conservação e meio ambiente, Rubens Teixeira, fez uma postagem em seu perfil da rede social Facebook para se manifestar sobre as críticas feitas pelas escolas de samba a cerca da decisão de Marcelo Crivella de cortar 50% do dinheiro destinado as agremiações com a seguinte afirmativa:

"Nem todos os turistas ou cidadãos cariocas que participam do carnaval vão ao Sambódromo. A maioria do povo não vai lá. A maioria de quem participa do carnaval vai a blocos de rua e outras programações. Muitos saem da cidade. Se é um show apenas para alguns, seria ótimo a iniciativa privada explorar. Há outras prioridades urgentes que beneficiam a expressiva maioria e que devem ser foco dos gestores sérios."

Outros pelo contrário, mesmo se declarando amantes da internacional folia de Momo, se posicionaram a favor da decisão do prefeito alegando bom senso diante do momento de crise que requer redução de gastos e também por acreditar que as escolas de samba possuem fonte de renda que permite a participação no desfile da festa de 2018, como a jovem Branca de Andrade: 

"Sinceramente, estão fazendo tempestade em um copo d'água. Amo o carnaval, mas essa questão está ridícula, estão fazendo desta redução de custos o fim do mundo. As escolas de samba tem patrocínio, as entradas para os eventos não saem por menos de R$50,00, além dos camarotes que são caríssimos. E sem contar todo o lucro gerado pelos eventos que ocorrem nas quadras das escolas de samba e que ficam para essas agremiações e não para outro fim. As fantasias são caras e ainda assim parece que o único meio de fazer carnaval vem da subvenção. Isso não se chama defender o carnaval mas sim, venha a nós e nada mais. O estado lucra com o turismo, mas parece que ninguém ainda percebeu que a prefeitura precisa reduzir os custos para investir em hospitais, etc. Eu não sou evangélica, apenas tenho o discernimento de saber o que é certo ou absurdo com estão falando por aí."

E também: "A exemplo do que já tivemos em 1982 quando não era permitido pôr pessoas em cima das alegorias, as escolas de samba fizeram poucas dessas alegorias e de tamanho pequeno. Enxerguem isso como um reencontro com a essência das escolas de samba com ênfase nas pessoas que amam a sua escola e desfilam por ela e sem toda essa tecnologia. Uma escola esteticamente com perfil do final dos anos 80 para o início dos 90. Seria muito bom fazer essa volta no tempo.", citou Bruno Ricardo.

Diante de tantas opiniões favoráveis e desfavoráveis também posso e venho dar a minha. Apesar de hoje em dia optar por outro tipo de divertimento, e da folia de fevereiro nunca ter sido a minha forma de divertimento preferida, não vou ser hipócrita de dizer que nunca participei do carnaval e de que não acho interessante todo o trabalho cultural desenvolvido pelas escolas de samba porque como moradora do RJ é algo quase impossível nunca ter tido participação por menor que seja  nessa festa, mas há pontos positivos e negativos sobre o carnaval e não considero que seja algo essencial para a vida de alguém, principalmente para os que não estão diretamente ligados a qualquer agremiação. O meu posicionamento é a favor da decisão tomada pelo prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, em dividir a verba, que seria destinada integralmente as escolas, com as futuras creches municipais.

Um ponto para levar em consideração é o valor que essas escolas já recebem com direito de imagem, venda de cds, de artigos como blusas e etc... que são vendidos nas butiques das próprias escolas, vendas de ingressos para assistir os desfiles (eu paguei R$250,00 por um lugar em uma arquibancada para assistir a escola que simpatizo desfilar novamente entre as campeãs após 21 anos de afastamento. E eu era bem novinha nessa época e ainda não tinha ido ao Sambódromo. Agora soma aquilo lá cheio.), com vendas de fantasias que são caras, dinheiro do projeto sócio-torcedor e também dos eventos que as quadras realizam o ano todo, além de apresentações mundo afora e mais alguma coisa que eu possa ter esquecido. Outro ponto é a histórica ligação dessas escolas com a contravenção que movimenta as máquinas de jogos ilegais no país, motivo que fez o governo criasse medidas de apoio para gerar afastamento desse elo, conforme li em uma reportagem a alguns anos atrás. Outra observação é que como explica o  Organizze, os eventos culturais também tem direito a um montante o que dá direito as  escolas de samba de receber uma porcentagem dessa verba, mas, a questão é a prioridade seria a educação infantil que justifica a divisão. Outro item a citar é a constante manifestação de intolerância demonstrada por muitos defensores do desfile de carnaval. É um troca de ofensas de pessoas que exigem respeito, apoio e compreensão sem se importar com o outro lado e julgam primeiramente como se tudo estivesse relacionado a escolha religiosa e não a sensatez administrativa. E finalizo o excesso de questionamento sobre a promessa feita na campanha de 2016 quando questionado se manteria o apoio as escolas no que diz respeito a dar dinheiro para as escolas. Ele respondeu que iria ver o que faria e manteria a parceria com as escolas como tem acontecido nos anos anteriores, e ela ainda existe e continuará no ano que vem porque o repasse não foi cortado e sim dividido por questão de prioridades. Outro argumento importante seria, como foi citado acima e eu concordo, a redução de alegorias e de toda a cara tecnologia tão presente nos desfile atualmente resgataria não só a essência do samba mas a segurança sem todos aqueles gigante que mostram toda a opulência das escola e ao mesmo tempo põe em risco a segurança dos participantes como ocorreu este ano quando aconteceu acidentes com carros imensos gerando acidentes e morte. E além de mostrar aquela mesma atuação de sempre com personagens e situações que cada vez mais se afastam da cultura brasileira, dando aparência do idêntico. Sem contar que como todos sabem, o carnaval também trás muitos efeitos negativos, como: aumento do consumo de bebidas alcoólicas, drogas, exacerbação da sensualidade e da violência criam uma ambiente desfavorável, conforme já havia citado o site do Extra.
##############################################################################

sábado, 10 de junho de 2017

O Rolé Carioca e a ilha de Paquetá

Em sua 5ª edição, o Rolé Carioca continua contando aos seus participantes as histórias que fazem parte do Rio de Janeiro. Em forma de passeios totalmente gratuitos, as pessoas que se juntam ao grupo guiado por professores de historiadores passeiam pelas ruas do Rio e ao mesmo tempo ficam conhecendo todo o passado que ajudou a construir a identidade cultural da cidade e de seus bairros contada em forma de diálogo com a população que prestigia o evento, criando um ambiente tranquilo e descontraído de aprendizado. É uma forma de explorar as sua memórias, e assim conhecer seu motivo de ser, suas nuances e deformidades. O projeto é idealizado pelo estúdio M'Baraká e tem como consultores de conteúdo os professores de História da Universidade Estácio de Sá Rodrigo Rainha e William Martins e tem por objetivo, como os mesmos descrevem, de difundir para preservar a cultura do estado entre moradores, visitantes, estudantes e turistas, contribuindo para a produção de conhecimento de bairros históricos tradicionais como Urca, Copacabana, etc..., e outros nem tanto, como é o caso de Madureira, Méier, e outros. Em 2017, o Rolé apresenta 6 roteiros: dia 11/06, Glória (especial Rolé do amor), nos Jardins do Museu da República; dia 25/06, Central do Brasil, no pátio externo da estação Central do Brasil; dia 27/08, Bangu; dia 1/10, Santa Tereza; dia 29/10, Cachambi e 26/11, São Cristóvão, todos com ponto de encontro a definir. Os passeios tem início às 9:00h.

O último encontro da edição passada foi na ilha de Paquetá, escolhido por meio de votação no site do Rolé Carioca como o passeio mais votado entre os participantes do projeto. A ilha de Paquetá é um bairro da zona central do município do Rio de Janeiro, que reúne diversas ilhas da Baía de Guanabara e a de Paquetá é a maior delas. É um local turístico com restaurantes, hotéis, comércio, policiamento, banco e outros serviços, onde o visitante tem uma agradável sensação ao chegar de ter feito uma viagem de volta no tempo. A ilha foi descoberto pela expedição francesa fundadora da França Antártica que ao chegar ao local constatou que o mesmo era habitado pelos índios tupinambás, que mais tarde ficariam conhecidos como tamoios. Estes a chamavam 'Paketá' por significar 'muitas pacas', uma espécie de roedor encontrado em abundância na região. No século XIX, a ilha serviu de hospedagem para D. João VI no Solar Del Rey (atualmente sede da biblioteca pública da ilha). Ali o político e naturalista José Bonifácio viveu seus últimos anos, cujo nome denomina uma das principais praias do bairro insular.

Veja o vídeo do Rolé Carioca à ilha de Paquetá:


#############################################################################
 Visite também meus perfis nas redes sociais:
YouTube: Amanda Levita
Facebook: Entre Culturas
Twitter: twitter.com/amandalevita28
Instagram: instagram.com/amandalevita28
Google+: Amanda Levita

sábado, 27 de maio de 2017

A tradição das madrinhas e do casamento nos EUA

Todos já viram nos filmes de Hollywood que as madrinhas de casamento nos EUA usam vestidos iguais, saiba o porquê.


Nas cerimônias de casamentos nos Estados Unidos, as madrinhas (bridesmaids), assim como os padrinhos (groomsmen) não são necessariamente formados por casais e se vestem com trajes iguais, de acordo com a vontade da noiva. Elas carregam bouquets menores que o levado pela noiva e todas com o mesmo modelo de vestido (inclusive a cor), assim como os homens que vestem o mesmo padrão de termo. Também existe a madrinha de honra que é chamada maid of honor e o padrinho de honra, ou the best man.  Geralmente essas madrinhas são amigas e familiares da noiva e os padrinhos são amigos e familiares do noivo, e cada um escolhe o seu grupo separadamente. E ao contrário de como ocorre aqui no Brasil, eles não ficam aos pares no altar: as mulheres se posicionam de pé enfileiradas ao lado da noiva e os homens fazem a fila ao lado do noivo. Os pais dos noivos ficam sentados na primeira fila.

Em muitas ocasiões, essas madrinhas e padrinhos não se conhecem e vão se ver pela primeira vez nos ensaios para o casamento. A quantidade de casais varia de acordo com o estilo de casamento e o gosto dos noivos. A madrinha mais próxima da noiva será selecionada para ser a sua madrinha de honra, conforme citado anteriormente, e o padrinho idem. Essa maid of honor ajudará na organização do chá de cozinha (bridal shower) e nos preparativos do evento, distribuindo as tarefas entre as outras madrinhas, como a prova do buffet, por exemplo. Já o best man auxiliará o noivo na escolha de roupas e outros detalhes para a data, e organizará junto com os padrinhos a despedida de solteiro. Mas você sabe o porquê dessas madrinhas usaram a mesma cor? A tradição é muito antiga.

A razão dessa tradição é mais histórica do que um simples capricho das noivas. Quem declara esse motivo é Hanne Blank, autora de 'Virgin: The untouched history (ou virgem: a história intocada). "O propósito dessas madrinhas se vestirem de maneira igual é resquício de uma tradição milenar em que essas mulheres possuem o papel de participar como protetoras da noiva contra espíritos malignos e também contra pretendentes rejeitados. Na tradição antiga, as madrinhas usavam a roupa igual a da noiva como tentativa de enganar tais espíritos e homens raivosos que poderiam perseguir a noiva para prejudicá-la."

No século XIX a participação das madrinhas no casamento era ainda mais importante. Elas acompanhavam a noiva até na sua lua de mel. Durante a antiguidade era muito comum que a noiva tivesse que percorrer longas distâncias a pé, desde a sua aldeia até a do noivo para o casamento. Essas madrinhas constituíam um grupo formado por jovens moças, vestidas de maneira semelhante e que acompanhavam a noiva nessa jornada perigosa, onde existia o risco de encontrarem ladrões e sequestradores pelo caminho.

As daminhas são chamadas de flower girls, e no lugar de um pequeno bouquet, elas levam uma cesta com pétalas de flor que vão jogando pelo caminho, desde a entrada até o altar. Os pajens são denominados ring bearers e carregam uma almofada com os anéis dos noivos. De acordo com a tradição nos Estados Unidos, esses anéis são diferentes e a noiva usa o seu anel de casamento juntamente com o de noivado, ambos na mão esquerda. Ainda tem a presença do usher (que não é o cantor), que possui a função de acompanhar os convidados de honra até seus lugares e indicar onde os convidados vão sentar durante a cerimônia. Bridal Party é o nome que esse grupo recebe.

Os casamentos realizados nos EUA são mais formais do que os realizados aqui no Brasil. Segundo a tradição, tudo começa com o pedido de noivado em que o noivo dá a noiva o famoso anel de diamantes (engagement ring), e após o pedido ser aceito, o casal envia um anúncio de noivado para a família, via correios, contendo a foto oficial dos noivos. Muitos casais, nesta ocasião, escolhem o fotógrafo que realizará as fotos do casamento porque esses profissionais costumam fazer um pacote que inclui as fotos do noivado e do casamento. Em alguns casos, também enviam as fotos do 'Save the date', que o casal envia antes dos convites para que os seus convidados possam marcar a data do casório com antecedência em seus calendários. Esse convite prévio não indica a hora nem o local do casamento pois tudo isto será especificado no convite oficial.

A data do grande dia é marcada de acordo com a disponibilidade do local escolhido que pode ser qualquer lugar (que não seja católico porque os EUA são um país tradicionalmente protestante): uma praça, uma praia, um parque ao ar livre, e até o quintal de casa. Tudo vai depender da criatividade dos noivos. Diferentemente de como ocorre no Brasil, os convites oficiais não são entregues pessoalmente, e sim pelos correios juntamente com um cartão para que o convidado da festa confirme a sua presença no dia e as pessoas o mandam de volta com a resposta no prazo de até um mês antes do dia do casamento. Nesse cartão também vem citadas as opções de menu da recepção para o convidado marcar a sua opção preferida, pois é comum os noivos escolherem mais de uma alternativa de cardápio para os convidados escolherem a que vão querer.

Na cerimônia, os noivos tem o costume de escrever os seus votos e normalmente entrega-se um programa falando um pouco sobre a vida de cada um dos nubentes, detalhando a cerimônia e as músicas escolhidas para o evento. Também existe o Unity Candle que consiste no ritual de acender uma vela antes do pastor declarar os noivos como marido e mulher. As mães dos noivos acendem uma vela cada simbolizando que elas deram a luz a cada um. No final, a noiva pega a vela que sua mãe acendeu e o noivo faz a mesma coisa e acendem uma única para indicar que agora estão unidos. Na recepção todos tem lugares marcados.

"Eu e Luke escolhemos um parque ao ar livre para realizarmos a tão aguardada cerimônia do nosso casamento. A data foi um final de semana do ano de 2003 e fazia um tempo muito bom, por isso achamos que o local optado seria o ideal e ainda tornaria a cerimônia mais romântica. Eu como brasileira e residente a pouco tempo nos Estados Unidos, resolvi fazer um casamento a moda do Brasil, com muitas flores e tal, o que combinaria com o lugar que havíamos escolhido. Um familiar do meu marido é florista e por isso fez um preço bacana para a gente. Mas isso não é comum aqui, os americanos não tem o hábito de decorar o ambiente com muitas flores porque o preço delas aqui é muito alto, principalmente as rosas, que são as mais caras de todas. E o que fiz questão de cortar foi o bolo na cara, simplesmente não gosto", disse a designer Lúcia Guimarães que se mudou para os EUA em 2001, onde se casou com o publicitário Luke Pierson. O casal vive atualmente no estado de Nova Jersey com seu 3 filhos.
#############################################################################
Visite também meus perfis nas redes sociais:
YouTube: Amanda Levita
Facebook: Entre Culturas
Twitter: twitter.com/amandalevita28
Instagram: instagram.com/amandalevita28
Google+: Amanda Levita

sábado, 15 de abril de 2017

Uma Páscoa abençoada

A Páscoa é uma festividade religiosa que significa a ressurreição de Jesus Cristo, 3 dias após ter sido sacrificado na cruz como representação da libertação da humanidade para que alcançasse através desse ato de amor infinito, a plenitude da paz. O nome no hebraico tem o significado de passagem (Pessach) e quer dizer a libertação dos hebreus no Egito. A data corresponde a um feriado móvel, sempre celebrado no domingo, entre os dias 22 de março e 25 de abril e é considerada a principal celebração do calendário cristão.

A ressurreição de Jesus é o acontecimento central da fé cristã. Ninguém viu Jesus ressuscitar e a descoberta do túmulo aberto e vazio, as manifestações do Senhor ressuscitado são a prova de que Ele venceu a morte, e está vivo:

Então o anjo disse para as mulheres (Maria Madalena e a outra Maria): "Não tenham medo! Sei que vocês estão procurando Jesus, que foi crucificado, mas ele não está aqui; já foi ressuscitado como tinha dito. Venham ver o lugar onde ele foi posto. Agora vão depressa e digam aos discípulos dele o seguinte: "Ele foi ressuscitado e vai adiante de vocês para a Galileia. Lá vocês vão vê-lo." Era isso o que eu tinha a dizer para vocês. Mateus 28.5-7


Porém Pedro se levantou e correu para o túmulo. Abaixou-se para olhar e viu somente os lençóis de linho e nada mais. Aí voltou para casa admirado com o que havia acontecido. Lucas 24.12

Maria Madalena tinha ficado perto da entrada do túmulo, chorando. Os anjos perguntaram: -Mulher por que vocês está chorando? Ela respondeu: -Levaram embora o meu Senhor, e eu não sei onde puseram! Depois de dizer isso, ela virou para trás e viu Jesus ali de pé, mas não o reconheceu. Então Jesus perguntou: -Mulher por que você está chorando? Quem é que você está procurando? Ela pensou que era o jardineiro e por isso respondeu: -Se o senhor o tirou daqui, diga onde o colocou. -Maria, disse Jesus. -Rabôni! (Mestre) e Jesus disse: -Não me segure, pois ainda não subi ao meu Pai. Vá se encontrar com os meus irmãos e diga a eles que eu vou subir para aquele que é o meu Pai e o Pai deles, o meu Deus e o Deus deles." João 20.11;13-17 

Apesar do que muitos pensam hoje em dia, a Páscoa cristã é muito mais do que apenas comer ovos, coelhos de chocolate e caixas de bombom, ou de trocar essas guloseimas entre familiares, amigos de trabalho e do convívio social. Com o passar dos anos, o tradicional significado da comemoração do domingo de Páscoa tem perdido cada vez mais o sentido devido a humanização dessa data plenamente bíblica pela tentativa de transformá-la em mais um feriado comercial. Uma pesquisa feita nos Estados Unidos, país tradicionalmente cristão, aponta que isso é muito frequente, visto que cerca de 44% das pessoas entrevistadas, principalmente entre as mais novas na faixa de 18-27 vivem essa 'humanização' da Páscoa por terem crescido dentro dessa realidade, e/ ou também estarem afastados da verdade contida nas escrituras sagradas.

Por isso, neste domingo antes de confraternizar com nossos entes queridos e amigos, devemos realizar uma profunda reflexão sobre ao valor e a importância da Páscoa como a principal celebração do cristianismo por representar o fundamento da fé cristã. Marcado historicamente pelo amor incondicional do Nosso Salvador, que resultou na entrega total de Jesus Cristo, que foi traído, acusado injustamente, escarnecido e sacrificado com a finalidade de nos libertar para renascermos do seu amor. A ressurreição que representa a vitória da vida, restauração da alegria. E também para fazer uma autoavaliação sobre o que temos feito, e quão gratos temos sido em retribuição a esse gesto salvador.

Nós somos testemunhas de tudo o que ele fez na terra de Israel, inclusive em Jerusalém. E depois o mataram, pregando-o numa cruz. Porém Deus ressuscitou Jesus no terceiro dia e também fez com que ele aparecesse a nós. Ele não foi visto por todo o povo, mas somente por nós, que somos as testemunhas que Deus já havia escolhido. Jesus nos mandou anunciar o evangelho ao povo e testemunhar que ele foi posto por Deus como Juiz dos vivos e dos mortos. Todos os profetas falaram a respeito de Jesus, dizendo que os que creem nele recebem, por meio dele, o perdão dos pecados. Atos 10. 39-43

Amanda Levita
Estudiosa da Bíblia Sagrada
#############################################################################
Visite também meus perfis nas redes sociais:
YouTube: Amanda Levita
Facebook: Entre Culturas
Twitter: twitter.com/amandalevita28
Instagram: instagram.com/amandalevita28
Google+: Amanda Levita 

sexta-feira, 7 de abril de 2017

TASSO DA SILVEIRA - 6 anos após o massacre de Realengo

O documentário abaixo foi realizado por mim, Amanda, e pela minha amiga de faculdade Marineuma dos Santos e apresenta dois momentos que nunca mais sairão das mentes dos moradores do bairro de Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, e de toda a população brasileira que ainda não esqueceu o massacre de Realengo, como ficou conhecido. A primeira parte apresenta cenas do dia da tragédia e a segunda, intitulada 'e agora?', apresenta as mães das vítimas de Wellington de Oliveira, alvejado no ataque. Elas relatam como tem sido viver após a barbárie, falam dos saudosos filhos e o que tem sido feito atualmente para combater essa infeliz realidade, a da violência nas escolas.


Adriana Silveira, a presidente da Associação dos familiares e amigos Anjos de Realengo (formada por pais e mães que perderam seus filhos no massacre), é mãe de uma das vítimas da chacina, a estudante Luíza Paula,  e realizou um ato hoje pela manhã em frente a escola Tasso da Silveira, seguido de abraço coletivo na instituição como pedido paz e o fim da violência que tirou a vida da sua filha e fez outras, como a menina Maria Eduarda. Para ela, a segurança nas escolas segue insuficiente e afirma publicamente que nada mudou nesses 6 anos:

"É uma dor sem fim e vou reaprendendo a viver. Mas é muito triste saber que depois de uma tragédia tão horrível como aquela, as nossas crianças continuam morrendo. A Maria Eduarda também morreu dentro de uma escola. As nossas escolas que continuam, sem segurança. Lugar de criança é dentro da escolas e as nossas crianças vão para as escolas para serem agredidas."

No ato, o sargento Márcio Alves conhecido como 'herói de Realengo', o policial que conseguiu alvejar o criminoso, o que impediu que mais mortes acontecessem, recebeu homenagem dos presentes.

O termo Massacre de Reaalengo diz respeito a chacina ocorrida cerca de 8:30 da manhã de 07 de abril de 2011, na Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, localizado na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. O ato de crueldade foi realizado pelo ex-aluno Wellington Menezes de Oliveira, na época com 23 anos, que entrou no local pela porta da frente portando 2 revólveres. Ele começou a atirar contra os alunos presentes, atingindo fatalmente 12 adolescentes com idades entre 13 e 16 anos e deixando mais 13 feridos, sendo que perdeu o movimento das pernas, Tayane Tavares.

A motivação do ato criminoso figura incerteza, sendo que em um bilhete de suicídio Wellington, além dos depoimentos de sua irmã adotiva e de um colega próximo declaram que o atirador era uma pessoa introvertida e  que foi vítima de bullying na época em que foi aluno da instituição escolar, o que teria motivado sua conduta delituosa. De acordo com os dois depoentes, ele fazia pesquisas frequentes sobre ataques terroristas e grupos extremistas religiosos. O crime causou ampla comoção no país inteiro e também teve  grande repercussão na imprensa internacional.
  
##########################################################################
Visite também meus perfis nas redes sociais:
YouTube: Amanda Levita
Facebook: Entre Culturas
Twitter: twitter.com/amandalevita28
Instagram: instagram.com/amandalevita28
Google+: Amanda Levita