sábado, 3 de dezembro de 2016

Cuba com e sem Fidel Castro

Fidel Castro, em 1964
 Mesmo após a morte de Fidel Castro no último dia 25 de novembro, a ordem na ilha caribenha ainda é precaução. Em um país onde absolutamente nada acontecia sem a prévia decisão de Fidel; há um futuro incerto; demissões de quem ousar criticar o ditador; clubes noturnos foram fechados mais cedo do que a hora de costume; há a ausência de internet nos lares cubanos, que além de cara e lenta só pode ser acessada mediante a compra de cartões que fornecem login com senha e custa cerca de R$6,00 por 2 horas de uso, em que. Após a compra do cartão, o usuário vai até pontos de wi-fi para poder navegar pela rede (e é comum ver grupos de pessoas tentando conectar-se e também reclamando da baixa qualidade do serviço). A última foi a proibição da venda de bebidas alcoólicas.

Tal medida foi resultado do luto oficial de 9 dias que tem por objetivo impedir qualquer tipo de referência a comemorações como a que aconteceu na comunidade cubana quando dissidentes foram as ruas em Miami, cidade do estado da Flórida, nos Estados Unidos, após a divulgação da morte de Fidel pelo seu irmão o atual presidente, e também ditador, Raúl Castro. Como resultado da medida, as bebidas alcoólicas foram retiradas dos mercados locais, desde a cerveja até o rum, a última é uma das bebidas típicas do país


Imagem da internet
A cidade norte-americana é o reduto escolhido por aqueles que conseguiram conseguiram se estabelecer em solo americano após sair do seu país de origem na tentativa de fugir do regime opressor de Fidel Castro, a quem acusam como responsável pela péssima situação econômica o país, que se encontra atualmente em ruínas.

Uma dessas pessoas é Raúl Saúl Sanchéz, líder do Movimento Democracia, que afirma ter como sua maior tristeza que a morte do homem a quem chama de tirano, não significar a queda do regime que garantiria a liberdade para o povo cubano. Em sua página no Twitter o advogado de direitos humanos e promotor dos direitos humanos e civis para Cuba desabafa:

"Morreu o ditador vitalício de Cuba, Fidel Castro, que causou tantas mortes, angústias e traumas ao povo cubano, e deixa outro tirano em seu lugar'.

Fidel Castro executando um pessoas, imagem da internet
  Outra pessoa muito conhecida no país é ativista Yoani Sanchéz. Auto declarada como sobrevivente do regime de Fidel Castro, a filóloga, jornalista e fundadora do blog Generación Y, por onde sempre expressou sua opinião através de severas críticas ao regime ditatorial castrista, fez novos comentários sobre o futuro incerto que paira na ilha após a morte de Fidel Castro.

Ela não escondeu o sentimento de cautela causado pelo medo através da declaração de que o clima em Havana era de silêncio: "O silêncio que se estende, e o medo pode ser percebido no ar. A certeza de que dias complicados estão por vir." E sobre a herança desse regime autoritário: "Um país em ruínas, onde os jovens não querem viver".

Yoani usou a página de seu microblog na internet para expor ao povo cubano e ao mundo tudo o que acontecia em seu país, após a morte do ditador, e para relatar como a televisão realizou uma cobertura simplesmente terrível, com péssima seleção de citações feitas por Fidel, vários problemas técnicos, que passava programas infindáveis fazendo alusões a Fidel que mais pareciam estar preparados por longos anos e apresentados por uma jornalistas nervosos, vestidos de negro e que comentavam as reações ocorridas após o anúncio da morte do ditador. Ela também aproveitou para relatar como tem sido sua vida na ilha, desde sempre sobre os mandos e desmandos de Fidel Castro:

"Minha mãe cresceu sob o regime de Fidel Castro, eu nasci sob o regime de Fidel Castro... meu filho nasceu sob o regime de Fidel Castro, mas meus netos não nascerão. Durante toda a minha infância e adolescência, Fidel castro decidiu desde o alimento que comi, até o conteúdo dos meus livros escolares. Esse homem que tentou moldar a nação a sua imagem e semelhança, que decidiu cada detalhe da Cuba em que nasci e cresci, já não existe mais. É uma estranha leveza que se estende pela ilha'.

Outra observação feita pela jornalista é sobre a 'canonização histórica' realizada pelos seguidores do ditador que controlou o país por décadas e a repressão realizada contra ativistas que aumentou especialmente nesses últimos dias. E também não poupou críticas a imprensa de seu país: 

"A imprensa oficial diz que poucas pessoas compareceram a rua porque estão recolhidas em sua dor, mas o certo é que há medo, muito medo."

E não descarta a esperança que tem em dias melhores para ela e seu povo: "Um dia, próximo, não procuraremos um 'pai' que nos governe, mas um presidente que responda aos seus eleitores. Haverá um dia em que se poderá realizar um debate sobre Fidel Castro. sem gritos de ódio, nem insultos. Em que qualquer figura pública poderá ser interrogada, qualquer político ser questionado, sem represálias. Quando tudo isto será passado, uma vaga recordação.

Coincidindo com o luto oficial, surge uma das ameaças ao futuro político e econômico da República de Cuba que está nas mãos de Donald Trump, presidente americano eleito. O republicano, ameaça por fim ao acordo iniciado por Barack Obama (mesmo sendo pouco provável segundo especialistas devido a interesses econômicos norte-americanos com Cuba, mas como Trump é Trump) caso caso a ilha não ofereça melhores condições ao povo cubano, cubano-americano e aos EUA em geral para que a manutenção do pacto entre as duas nações seja mantida. Lembrando que Trump não poupou críticas a Fidel Castro:

"Um ditador brutal que oprimiu o próprio povo por quase seis décadas. Cuja herança consiste em pelotões de fuzilamento, roubos, sofrimento inimaginável, pobreza e negação aos direitos humanos fundamentais."

Integrante da guerrilha armada juntamente com Che Guevara e seu irmão Raúl, em 1957
  Fidel Castro iniciou sua trajetória com uma revolução de lavradores no latifundiário de cana-de-açúcar do próprio pai, uma rico fazendeiro. Estudou Direito na Universidade de Havana, época em que se envolveu em ativismo estudantil e na violenta cultura gangsterista na universidade. Foi acusado de genocídio, crimes contra a humanidade, tortura e terrorismo por dissidentes cubanos e deixou o poder em 2006 quando foi substituído por seu irmão Raúl, que também segue o regime totalitário de Fidel. Terminou a vida em uma situação muito diferente da dos seus compatriotas por viver em uma área paradisíaca de Cuba com uma fortuna que chegou a ultrapassar o patrimônio da Rainha Elizabeth e que crescia a cada ano, alcançando a quantia de 900 milhões em 2012, quando foi classificada pela revista Forbes como o 7º líder mundial mais rico do mundo.

A própria filha de Fidel Castro, Alina Fernandez Revuelta, 60, fugiu da ditadura imposta por seu pai em Cuba e atualmente ajuda exilados que querem ficar bem longe do despotismo de seu pai. Ela apoia e elogia o grupo de salvamento 'Irmãos para o resgate' que faz o recolhimento de cubanos pobres que se tornaram naufrágos após fugirem do pesadelo que é o governo daquele país.

Alina Fernadéz Revuelta, filha de Fidel CAstro
  Orlando Menezes, 24, é um estudante de Economia em Havana e reconhece ser uma 'pessoa de sorte' por ter uma irmã, uma cubana exilada que reside nos Estados Unidos para enviar quantias em dinheiro que o possibilitam comprar créditos e assim, permitindo que o universitário acesse a internet e consiga se comunicar com a parte de sua família que vive na América, também é composta pelos sobrinhos:

"Eu acesso a minha página principalmente aos fins de semanas, mas a velocidade é muito lenta. Muitas vezes dá erro, até para carregar a página do Facebook".
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domingo, 4 de setembro de 2016

Festa do Japão 2016 - 日本祭り

A 15ª edição da festa do Japão aconteceu no último fim de semana, dias 27 (sábado) e 28 (domingo), respectivamente, no parque do flamengo, zona sul do Rio de Janeiro. Organizada pela Associação cultural e esportiva nipo-brasileira do Estado do Rio de Janeiro, Associação Nikkei do Rio de Janeiro. Instituto cultural Brasil Japão, Câmara de comércio e indústria japonesa do Rio de Janeiro; apoio do consulado geral do Japão e da Prefeitura do Rio de Janeiro, o evento registrou sucesso de público e apresentou diversas atrações relacionadas a da terra do sol nascente.

Com intuito de entreter e divulgar a cultura japonesa, quem compareceu ao local pôde conferir diversas atrações tradicionais como ikebana; origami; oshi-ê; shodô; ouvir um pouco de jrock com a banda J coração; desfile de cosplay, demonstrações de aikido, jiu-jitsu, sumô, karatê, kendô; apresentação do cantor Nobuhiro Hirata e exibição de taiko, os tambores japoneses. Também puderam provar delícias nipônicas como: tempurá, sushi, kare, hrumaki, temaki, takoyaki, udon, entre outros, e comprar produtos japoneses como sake, doces, balas, artigos culinários, chás, quimonos, etc...

O vídeo abaixo mostra alguns momentos da festa, especialmente do dia 28. E até a próxima edição, em 2017:

 

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terça-feira, 28 de junho de 2016

O espetáculo luminoso da lula vaga-lume

Anualmente, durantes os meses de maio a junho a baía costeira de Toyama, no Japão, é iluminada de azul. Acontece que neste período, milhares de lulas vaga-lume, ou hotaru ika (ほたるいか ), como são chamadas no país, se alojam nas margens das praias da região, conferindo um espetáculo de luzes tonalidade azul cobalto que deslumbra os residentes e os turistas que vão a localidade conferir o monumento natural de Toyama, como é conhecido.

Estas criaturas são na verdade cefalópodes bioluminescentes que possuem até 7 cm de comprimento e vivem a mais de 350 metros de profundidade e são empurradas para a superfície por ondas oceânicas para realizarem a desova de seus ovos. A bioluminescência desses seres é produzida por um órgão chamado fotóforo que contém substâncias químicas produtoras de luz e é responsável pela luminosidade e estão presentes ao redor dos olhos e nos tentáculos. Vagalumes também possuem essa substância que por esse motivo dá nome à lula.

Uma atmosfera festiva é criada com a chegada da lula vaga-lume. Na ocasião, milhares de lulas coordenam sua luz azul profunda piscando com padrão próprio e gerando aspecto cintilante. Esse efeito tem a finalidade de atrair pequenos peixes que servirão de alimento para o cefalópode, distrair predadores e também é chamariz para acasalamento. Também em Toyama está localizado o único museu do mundo em homenagem a lula vaga-lume, o Hotaru Ika Museum.

A lula vaga-lume é considerada uma iguaria muito apreciada no Japão, onde também é conhecida como Firefly Squid, e pode ser consumida de diversas maneiras: crua, grelhada, no sushi, sashimi e tempura. Por morrer após o processo de desova, são facilmente capturados pelos pescadores locais, que encontram esses moluscos em abundância.

Confira o espetáculo causado pelas luzes da lula vaga-lume:






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segunda-feira, 23 de maio de 2016

R.I.P. Nick Menza, ex-baterista do Megadeth

O baterista Nick Menza, 51, sofreu uma parada cardíaca durante uma apresentação com sua atual banda no último sábado, 21/05, em um clube de jazz em Los Angeles, na Califórnia, maior centro industrial dos Estados Unidos, segundo informou Rob Bogler, agente do músico.

Menza sofreu uma queda súbita durante a terceira música do show da OHM no The Baked Potato, localizado no distrito de Studio City, em L.A.. Os paramédicos tentarem reanimá-lo mas, sem sucesso. Assim que chegou ao hospital, ele foi declarado morto.

O baterista que era natural de Munique, Alemanha, se juntou ao Megadeth em 1989, onde permaneceu até 1998, quando integrou a formação clássica da banda e participou dos álbuns de maior sucesso do grupo. Foram eles: 'Rust in peace', em 1990; 'Countdown to extinction', 1992; 'Youthnasia', 1994 e 'Cryptic Writings', 1997. Esses discos foram aclamados pelo público e alcançaram os primeiros lugares das paradas dos Estados Unidos e Reino Unidos. Também participou de dois álbuns solo de Marty Friedman, ex-companheiro de Menza no Megadeth.

A formação clássica da banda composta por Dave Mustaine, Nick Menza, Dave Effefson e Martin Friedman

Após a descoberta de um tumor benigno no joelho, deixou o grupo, sendo substituído por Jimmy Degrasso. Em 2002, fora da banda, ele lançou seu projeto solo intitulado 'Menza: Life after death'. Há cerca de um ano, Nick Menza se uniu a banda americana de jazz e rock instrumental OHM, liderada pelo também ex-membro do Megadeth, Chris Poland.

Dave Mustaine, um dos fundadores e líder do Megadeth lamentou a morte de Menza em sua página no Twitter: "Digam-me que isso não é verdade. Acordei às quatro na madrugada com a notícia de que Nick morreu tocando bateria com o OHM no Baked Potato. Estou destruído", escreveu. Outro membro da banda de heavy metal que lamentou a morte do baterista foi o baixista Dave Ellefson: "Condolências à família e aos amigos de Nick Menza. Todos nós perdemos um gigante gentil. Era um verdadeiro artista e amigo".

Dave Mustaine dedicou a música 'Trust' a Nick Menza durante a apresentação do Megadeth no Rock N' Derby, em Nova York, na noite de ontem, 22/05. Com lágimas nos olhos, ele pediu a platéia que fizesse 1 minuto de silêncio pela morte de Nick.

Confira a apresentação do Megadeth com Nick Menza nas baquetas durante show da banda no Rock in Rio, em 1991.


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