segunda-feira, 10 de agosto de 2015

RESENHA: 'Cidades de papel'

Olá para todos! Depois de um bom tempo sem postar resenhas, eu voltei com as publicações descritivas e críticas dos livros que leio. E esta semana é a vez de 'Cidades de papel', de John Green.

Título: Cidades de Papel
Autor: John Green
Gênero: Romance jovem adulto
Ano: 2013
Total de páginas: 368
Editora: Intrínseca
Título original: Paper Towns
Tradução: Juliana Romeiro
ISBN: 978-85-8057-374-9

A história entre uma busca incansável pelo paradeiro de uma jovem que decide não querer ser encontrada.

O adolescente nerd Quentin Jacobsen tem uma vida normal como qualquer jovem da sua idade, até o dia em que a sua colega de escola e vizinha desde a infância Margo Roth Spigelman, por quem mantém uma paixão platônica, invade a janela do seu quarto toda vestida de preto, ao estilo ninja, com uma proposta de vingança irrecusável. Depois da noite de aventuras e uma busca aparentemente interminável, ele descobre que 'M' não é exatamente a garota que ele pensava.

Tudo tem início durante o último ano escolar de 'Q', como é conhecido e seus amigos de turma. Enquanto todos pensam unicamente na tão aguardada festa de formatura e em seus seguintes anos na faculdade, Quentin tem o pensamento voltado apenas para popular Margo, que desapareceu após cometer seu plano de vingança, dias antes do final das aulas. Contrariando a todos que já estavam acostumados com os sumiços de Margo, inclusive os pais da jovem, Q decide manter o foco na busca pelo paradeiro dela.

Margo decide ir embora após se vingar da traição do namorado e do comportamento de algumas garotas que ela considerava como amigas. Revoltada com o motivo da sua vingança, ela acredita que todos não passam de seres de papel, pessoas falsas e 'idiotizadas', que pensam apenas em possuir coisas, todas frágeis como papel. Com o hábito de deixar pistas antes de realizar suas fugas, desta vez as mesmas pistas provocam o interesse de Q por achar que indicam serem indicadas para ele.



As obras de John Green definitivamente caíram no gosto do público adolescente e também no de alguns que já passaram dessa fase, por apresentar um modo descontraído de contar as suas histórias que caracteriza uma leitura fácil e descontraída que prende a atenção do leitor.

A prosa de 'Cidades de papel' apresenta diálogos com gírias e palavrões em tom de descontração, característico da conversa entre jovens. As passagens engraçados ficam por conta dos divertidos coadjuvantes e amigos de Quentin, o desajeitado Ben e o antenado Radar. Enquanto, a participação do protagonista Q muitas vezes chega a ser repetitiva e entediante. Mesmo assim, o livro provoca risadas em vários momentos e reflexão em outros, mas pecou pelo final, que decepcionou grande parte de seus leitores.

Esta é a terceira história do escritor e voggler americano John Green que foi adaptada para as telas. As outras são 'A culpa é das estrelas', já conhecida do público brasileiro e 'Love the coopers'. A última será lançada em novembro nos EUA, e teve dois outros títulos originais, "The most wonderful time" e "Let it snow".
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3 comentários:

  1. Eu ainda não consigo ver um final ruim em Cidades de Papel, pelo contrário, acredito que é um final que fuja do esperado por todos e muito realista do que, se no caso, tivesse sido o final que todos esperavam.
    Sem contar que acho que esse final manteve fielmente a pessoa singular que Margo é.
    http://quaseautora.blogspot.com.br/

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  2. Olá!
    Gostei bastante da resenha. John Green não faz muito minha praia, mas por uma razão ou outra de vez em quando acabo lendo algo dele . Pessoalmente não gostei de Cidades de Papel. As motivações dos personagens (em especial Margo) simplesmente não me convenceram. Mas concordo que o estilo é agradável.
    Fui uma das que se decepcionaram (muito) com o final. Fazer o que. :)
    http://grumpyreaders.blogspot.com

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  3. Boa noite!
    Sua resenha está fidedigna, clara, coesa e coerente.
    Confesso que não sou fã de John Green, mas a narrativa dele, o enredo e a forma de abordar os conflitos internos profundos ( família, amizade e relacionamento), me surpreenderem. Recomendo.

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