segunda-feira, 16 de março de 2015

Resenha de Comer Rezar Amar

Olá para todos! Hoje estou de volta, após um bom tempo ausente, para fazer mais uma postagem de resenhas no blog.
O motivo por ter me afastado foi que me acidentei e fiquei sem condições físicas e psicológicas de fazer postagens legais para o nosso espaço, e, assim, resolvi me dar uns dias de descanso. Em breve, entro em mais detalhes a respeito. O importante é que estou me recuperando bem e cada dia me sinto melhor.
Mas, vamos ao que interessa! Como de costume, às segundas-feiras é o dia reservado para postar resenhas aqui no blog para compartilhar com vocês os livros que leio e a minha crítica a respeito dos mesmo. E, a desta semana é Comer Rezar Amar.

Título: Comer Rezar Amar
Autora: Elizabeth Gilbert
Gêneros: Literatura estrangeira, biografia, memórias
Ano: 2006
Total de páginas: 342
Editora: Objetiva
Título original: Eat Pray Love
Tradução: Fernanda Abreu
ISBN: 9788573028300 




Comer Rezar Amar é um livro de memórias em que a autora, jornalista; contista e romancista Elizabeth Gilbert, ou apenas Liz, na época com 36 anos, embarca sozinha em uma viagem de 1 ano pela Itália, Índia e Indonésia com o objetivo de fazer uma autorreflexão e descobrir o que ela quer da vida após passar por dos relacionamentos amorosos conturbados.
O livro é descrito em 108 relatos, conforme Liz, inspirado no japamala. Se trata de um cordão com 108 contas, usado por hindus e budistas para auxiliar na concentração durante a repetição do mantra, praticada por Liz.
A jornada da escritora tem início em Roma, onde se sente uma residente durante os 4 meses de estadia na cidade. Lá repete o incidente do banheiro de sua casa em NY quando decidiu que precisava realizar uma séria mudança na sua vida, na ocasião em que rezou a Deus pela primeira vez na vida e, a partir daí, sentiu o início da transformação. A viajante acredita que o casamento e a maternidade não foram feitos para ela, ao contrário de sua mãe e irmã.

“A verdadeira sabedoria fornece a única resposte possível para determinado instante e, naquela noite, voltar para cama era a única resposta possível.”

É tocada pelos místicos transcendentais por exaltarem a experiência de que Deus é um ser supremo, e antes de rotular as diversas visões sobre Deus, se baseia unicamente em Ele ser um ser grandioso. Isso graças ao relacionamento denominado ‘amor desesperado’, em que apesar dos problemas, serviu de ponte para que conhecesse a guru que a ajudou a encontrar o que busca. E assim decide ir atrás do que crê que a faz feliz.
Ela já conhece a Indonésia através de uma viagem de trabalho para a revista em que era funcionária. Na ocasião, conheceu um xamã que a convida para voltar ao país com a finalidade de lhe ensinar inglês. E não pensou duas vezes.


Na Itália, aproveita para realizar passeios diários e assim, explorar a cultura da cidade que considera monumental e fazer amigos, além de treinar o italiano, uma de suas paixões.
Faz contatos com amigos de amigos, para não se sentir sozinha mas mesmo assim, a depressão e a solidão inevitáveis depois de 10 dias no país, o que imaginava ser impossível acontecer.
Desfruta a comida e a paixão doentia dos italianos pelo futebol assistindo uma partida entre os dois times locais, Lazio x Roma, ambos com torcedores fanáticos.
Faz pequena viagem de trem a Nápoles, em que descobre a paixão pela pizza. E, engorda os 10 quilos mais felizes da vida.
Mas sente que para conhecer de fato o país pelo qual tem tanta afeição, precisa visitar a terra da máfia e a história que criou esse povo.

“Descobri que tudo que eu queria fazer, na verdade, era comer aquela comida maravilhosa e falar o máximo possível daquele italiano maravilhoso. Era isso. Assim sendo, escolhi, na verdade, dois prazeres principais – falar e comer.”


Chega ao ashram na Índia na véspera da comemoração de ano novo em busca de crescimento espiritual. E um cowboy texano autoconfiante que conheceu durante uma refeição solitária será de suma importância nesse momento tão especial da sua vida.
No ashram, localizado em um vilarejo pobre indiano, se divide entre sua tarefa de limpar o chão do templo e a prática da meditação, onde encontra a comunhão com o Divino e se sente mais resistente. E devido esse crescimento espiritual, decide prolongar a sua estadia no local, dos iniciais 6 semanas para 4 meses, totalidade de sua hospedagem naquele país.
Aproveita para relaxar e vivenciar a diferente experiência. Sendo assim, eles algumas vezes por semana vão juntos a cidade e observam os costumes, homenageiam templos e cumprimentam moradores locais.
Naquele recanto, encontra a libertação da culpa que sentia pelo divórcio, sente a obsessão sumir, sem irritações mesquinhas e antigas infelicidades e é capaz de constatar o corpo muito vivo e mais saudável.

Mas aquele amor que eu sentia era puro. Era divino. Olhei em volta para o vale escuro e não consegui ver nada que não fosse Deus. Sentia-me profunda, incrivelmente feliz. Pensei comigo mesma: “O que quer que seja este sentimento – é por isso que tenho rezado. E também é para isso que tenho rezado.”


Na Indonésia, se aloja em Ubud, cidade nas montanhas, onde se hospeda em um pequeno hotel. Não fala com o idoso xamã desde o incidente da leitura de mãos e não sabe como encontra-lo por não ter conhecimento do nome do vilarejo onde o idoso curandeiro mora.
Logo faz amizade com os residentes. O primeiro é um funcionário de pousada, apaixonado por tudo relacionado a Itália, quem a leva ao xamã.
Compra bicicleta para se movimentar melhor pelas ruas de Bali. E durante esse momento pacífico, aproveita para conhecer as belezas do local.
Dias depois se muda para uma casinha com jardim e lago em uma rua silenciosa, cercada por arrozais, onde admira a natureza e os seus sons simbolizados pelos animais locais. Com todo o tempo livre do mundo, medita pela manhã e pela tarde.
O xamã é sua companhia das tardes e conta para ele histórias sobre o mundo que ele gosta de ouvir mas não teve a oportunidade de conhecer.
Faz amizade com o rapaz que alugou a casa onde está hospedada, um javanês-nova-iorquino de coração de 27 anos que foi extraditado dos EUA após o atentado de 11 de setembro. Com quem divide o gosto pelos mesmos restaurantes de NY, os mesmos filmes e usam as mesmas gírias.
O incidente do micro-ônibus fez com que tornasse possível conhecer Wayan, para quem realizou um ato de altruísmo e de quem recebeu benefícios impagáveis em troca.
Encontra o amor e se sente totalmente pronta para ele.

Sabe, é engraçado, mas antes de conhecer você eu estava seriamente pensando que poderia ficar sozinha para sempre. Eu pensava que talvez pudesse levar a vida de uma contempladora espiritual.

Classifiquei o livro que tornou Elizabeth Gilbert famosa mundialmente como um dos meus favoritos, daqueles que dá vontade de reler.
De fato, tinha vontade de ler Comer Rezar Amar há bastante tempo por ter ouvido falar da história e, assim, considera-la interessante mas, o mesmo estava com vendas esgotadas, o que me fez quase percorrer uma longa busca para conseguir adquiri-lo.
Assisti o filme em um canal por assinatura, o que me deixou com mais desejo de ler este livro, até que no final do ano passado consegui encontra-lo mas como já estava com outra leitura em curso, resolvi encaixá-lo na minha meta literária de 2015.
Gostei dos relatos feitos pela autora nos 03 países por ela percorridos, mas o meu favorito foi a Itália, por ter achado o momento mais divertido.
O foco da obra são as coisas simples da vida e a prática da meditação transcendental juntamente com seus benefícios, que a autora considera importante para libertar uma pessoa das tribulações existentes nas nossas vidas cotidianas e chegar a Deus, do que faz uma prática diária. Após adquirir domínio sobre os mesmos em sua vida, ela passa a assumir controle sobre sua mente e vitalidade para o seu corpo e a partir daí encontra as respostas que procurava e inclusive, o seu caminho na vida.
A obra pode ser considerada auto-ajuda para quem se considera determinado e se identifica com misticismo e meditação. É recheada de questionamentos pessoais e soluções para os problemas que vivia, acompanhados de comentários bem-humorados, prazeres simples, trocas de aprendizado e lições de vida, além de relatos relacionados a cultura e comportamento dos residentes dos países que a autora visitou.
Eu gostei bastante de Comer Rezar Amar por compartilhar ideias e pensamentos, muito semelhantes ao da autora, o que gerou uma identificação com o texto que li. E, attraversiamo.
Leitura recomendada.
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15 comentários:

  1. Eu já li este livro e é ótimo, foi uma das melhores leituras que eu já fiz
    Adorei a resenha, muito bem feita
    Bjoss *--*
    ♥Perseguindo Meus Sonhos♥
    ♥FanPage♥

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    1. Concordo com você Daniela! Comer Rezar Amar também é uma das minhas leituras favoritas. Obrigada pelo elogio! Bjs.

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  2. Esse livro é sem dúvida um dos meus favoritos e sua resenha conseguiu me reportar às emoções que senti ao lê-lo. Parabéns flor, bom trabalho!

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    1. Esse livro também é um dos meus favoritos e guardei para minha vida muitas mensagens contidas nele. Estou muito grata pelo elogio. Obrigada Francy!

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  3. Esse livro é muito agradável e positivamente impactante. A resenha me deu vontade de ler novamente. Bjs.

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    1. Comparto da mesma opinião sobre este livro e me identifiquei com a mensagem espiritual retratada nesta obra. Obrigada pelo elogio! Bjs

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  4. Já li esse livro e vi o filme,no começo achei um pouco cansativo e acabei parando de ler mas um tempo depois consegui le-lo e gostei,achei não terem colocado os gemeos no filme
    bjs

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    1. Eu vi o filme antes do livro porque apesar de ter vontade de comprá-lo a bastante tempo, não conseguia encontrá-lo em nenhuma livraria. Gostei do começo e achei que ela se estendeu mais no capítulo da Índia. Também senti falta desse detalhe.

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  5. Olá Amanda! Parabéns pelo blog e pela resenha, 1 baita abraço

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    1. Olá Claudia! Obrigada pelos elogios. Um grande abraço para ti também!!

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  6. Sua resenha está muito boa.
    Eu só não entendi por que você escreveu o nome do Rosário de Orações, como " japa moles ".
    O nome do Rosário de Orações é Japamala.

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    1. Obrigada pelo elogio Eliana! Você está certíssima sobre o Japamala, eu inclusive já fiz a correção. Postei esta resenha tarde da noite e deve ter passado despercebido devido o excesso de cansaço. E justo eu que me policio tanto com essas coisas, mas ainda bem que errar é humano. Muito obrigada por ter feito essa observação.

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  7. Amanda,
    li e reli sua resenha.
    Devo admitir que a leitura da resenha dispensa a leitura do livro.
    A resenha tá longa !O livro é muito chato e você foi relatando , relatando ... Faltou um pouco mais de "Amanda" na resenha .
    Particularmente não gostei do livro.
    Cansativo , cansativo , muito cansativo.
    Falta magia ; não me enredou .Fiquei solta na leitura . Só não abandonei, porque sou teimosa.
    Parabéns pelo blog ! Tava sentindo falta de um espaço assim !
    A próxima resenha sai quando ??? Abraço grande !!!!

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    1. Olá Rosa! Fico feliz por você ter reservado um pouquinho do seu tempo para ler o texto que elaborei. Esse livro é um dos meus favoritos mas se você não gostou, para mim está tudo bem. Afinal, não é possível agradar à todos e cada um de nós tem um gosto diferenciado e o direito de expressar o que gosta ou não. Quanto a resenha, ela apresenta a minha opinião no final do texto. Acontece que essa é uma característica minha, a de apresentar um resumo do livro para quem ainda não conhece o conteúdo do miolo e manifestar a minha opinião sobre o que li, mas vou me ater a ser breve de agora em diante. Prometo!!! Agradeço o elogio e as críticas construtivas. Posto resenhas a cada 15 dias, sempre às segundas-feiras. E já tem outra publicada. É sobre o livro 'O filho do pecado'. Não sei se tu conheces. Um abração para ti também.

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    2. Oi Amanda, como vai?! Li sua resenha e gostei muito! Adoro este livro, e a leitura no seu blog só veio acrescentar. Acredito que através do que escreveu, e da forma que escreveu, muitas pessoas possam se interessar pela leitura deste livro incrível! O que é ótimo! Parabéns!

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